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Trombose não acontece por acaso: quando investigar trombofilia?

  • 19 de abr.
  • 1 min de leitura

A trombose é uma condição que exige atenção e, na maioria das vezes, não ocorre de forma aleatória. Quando um evento trombótico surge sem uma causa evidente, é fundamental investigar os possíveis fatores envolvidos — especialmente aqueles relacionados à coagulação do sangue.


Entre essas causas está a trombofilia, uma condição caracterizada por uma maior tendência à formação de coágulos. Ela pode ser hereditária, quando relacionada a fatores genéticos, ou adquirida, associada a determinadas condições clínicas ao longo da vida.


Nem toda trombose está diretamente ligada à trombofilia. No entanto, a investigação se torna especialmente importante em algumas situações específicas, como:


Trombose em idade mais jovem

Episódios recorrentes

Ausência de fatores desencadeantes evidentes

Histórico familiar de trombose

Complicações gestacionais, como abortos de repetição


Esses cenários indicam a necessidade de uma avaliação mais aprofundada, com o objetivo de identificar possíveis alterações e orientar a melhor conduta.


Compreender a causa da trombose permite não apenas tratar o evento atual, mas também prevenir novos episódios, garantindo maior segurança ao paciente em diferentes situações, como cirurgias, viagens longas ou períodos de imobilização.


A investigação da trombofilia deve ser feita de forma criteriosa e individualizada, sempre com orientação médica adequada. O papel do hematologista é fundamental nesse processo, desde a indicação dos exames até a interpretação dos resultados e definição do acompanhamento.


Diante de um episódio de trombose ou de fatores de risco associados, buscar avaliação especializada é uma etapa importante para um cuidado mais completo, seguro e direcionado.


Dr. Jaisson Bortolini – Médico Hematologista

CRM 12638 RQE 7074

 
 
 

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